SERÁ QUE VALORIZAMOS SUFICIENTEMENTE O NOSSO TEMPO ?
Por: Sivan Rahav-Meir
Será que valorizamos suficientemente o nosso tempo?
No Shabat, lemos na parashá sobre uma pessoa que é um “assassino involuntário”, alguém que causou a morte de seu próximo sem intenção.
Rabi Elimelech de Lizhensk, um dos grandes mestres do movimento hassídico, explica que, se uma pessoa negligencia as coisas importantes da vida, se desperdiça o seu tempo — ela está, na verdade, “matando” involuntariamente a vida que recebeu. Em vez de aproveitar cada momento, ela cria cada vez mais momentos “mortos”, que não são utilizados para o bem. Mas, se a pessoa investe seu tempo nas coisas certas e boas, ela está, na verdade, acrescentando vida a si mesma, dando vida ao tempo que recebeu.
Falamos sobre as mitzvot “entre a pessoa e Deus” e “entre a pessoa e seu próximo”. É preciso prestar atenção também ao “entre a pessoa e seu tempo” e, talvez, na verdade, ao “entre a pessoa e seu aparelho”. Quanto tempo desperdiçamos navegando e olhando para a tela, sem consciência, e depois sentimos que foi uma oportunidade perdida?
Rabi Elimelech de Lizhensk nos chama, especialmente no mês de Elul, a prestar atenção ao tempo. A cada momento, decidimos novamente se, Deus nos livre, vamos “matar” o tempo ou “reavivá-lo”.
Que todos nós tenhamos o mérito de aproveitar bem o tempo e preenchê-lo de luz, abundância e santidade.