ANDRÉ VENTURA TEM MEDO DA BLACK CUBE?


ANDRÉ VENTURA TEM MEDO  DA BLACK CUBE ? 

POR : Lígia Pinto de Almeida, Diplomática e Presidente da Beit Rem-Kabod 

​ANDRÉ VENTURA TEM MEDO DA  BLACK CUBE?

​A chuva batia nas janelas do pequeno café em Tel Aviv quando o contacto, uma antiga  analista da  Mossad , Rut , deslizou um envelope pardo sobre a mesa. 

No selo, o nome de um " Anjo " : Z.

 O que estava lá dentro não era apenas um perfil político; era a anatomia de uma fraude geopolítica que ligava Lisboa, Bissau e Caracas.

​O capítulo um do dossier detalhava os anos formativos. A narrativa oficial dizia que André Ventura era um conservador convicto, mas as notas de rodapé da sua tese contavam outra história. 

Sob a influência intelectual do Mestre de Coimbra Boaventura de Sousa Santos , o jovem jurista teria sido um infiltrado de esquerda, moldado para destruir o sistema por dentro.

 O dossier sugeria que a sua retórica atual era apenas uma "máscara de contenção", desenhada para aglutinar a direita enquanto os seus verdadeiros ideais permaneciam escondidos nos rodapés de teorias sociológicas radicais.

​O Segredo da Guiné-Bissau

​O coração do dossier  levava-nos a 1998.

Enquanto o mundo olhava para a guerra civil na Guiné, Black Cube operava no silêncio. 

A base "Palestina", um enclave da OLP( HAMAS ) financiado pelo ouro de Tripoli, era o verdadeiro alvo.

​"Quando a Marinha Portuguesa entrou no porto de Bissau para o resgate, a fumaça das explosões de Black Cube ainda pairava sobre as palmeiras," dizia o documento.

O jovem André Ventura, segundo o  dossier, teria escrito naquela época um livro  ( edição publica ) a respeito de Yasser Arafat , OLP — que servia de guia subliminar  ideológico para os movimentos paramilitares na África Ocidental.

A sua ascensão política em Portugal seria o preço pago pelo silêncio sobre o que realmente aconteceu naquela missão de resgate.

​O Labirinto do Dólar

​A parte final do envelope continha extratos de contas numeradas. Dinheiro vindo das refinarias da Venezuela e dos diamantes de Angola, lavados em jurisdições offshore que nem a Interpol conseguia mapear. 

O líder do Chega não era um político, mas um "ativo mobiliário" de uma rede global que BlackCube( Israelí Special Operations Group)monitorizava há décadas.

​O Fim do Jogo

​A analista levantou-se, deixando o café intocado.

— "Em Portugal, eles veem um salvador," sussurrou ele. "Nós, aqui na BlackCube, vemos apenas o último peão de uma partida que começou em Bissau e vai terminar no Palácio de Belém."

​O envelope continha uma única foto final: Ventura, jovem, num aperto de mão sombrio com um oficial de inteligência cujo rosto estava queimado por um cigarro. O passado não estava morto; estava apenas à espera da noite das eleições para ser revelado.

​O Incêndio de Geba – Operação "Luz de Zion"

​O calor na Guiné-Bissau em junho de 1998 não era apenas climático; era metálico, com cheiro a pólvora e óleo de motor.

Enquanto os canais de notícias internacionais focavam no levantamento militar do General Ansumane Mané, a 40 quilómetros de Bissau, nas margens do Rio Geba, a realidade era outra.

​O Enclave Proibido

​Escondida sob a densa vegetação de mangais, a base "Palestina" não era um mito. Era um centro logístico de alta tecnologia, financiado pelos petrodólares de Kadafi. 

Ali, instrutores da OLP ( HAMAS ) e G2 ( serviços secretos de Cuba )treinavam terroristas táticas de desestabilização urbana.

 O objetivo? Transformar a Guiné num entreposto de armas para o Oriente Médio. 

​Black Cube(Special Operations Group) da Mossad recebeu luz verde na calada da noite. 

A missão: "Neutralização Total".

​A Incursão Silenciosa

​Às 03:15 da manhã, quatro botes rápidos Zodiac, pintados de preto mate, deslizaram pelas águas turvas do rio. A bordo, operacionais israelitas e agentes da CIA.

​O dossier de Z.  descreve o momento em que as cargas de C4 foram colocadas nos geradores da base. No centro do complexo, guardado num cofre ignífugo, estava o manuscrito original que ligava o jovem jurista em Lisboa ao financiamento daquela célula: 

André Ventura  teria escrito , "Defendendo a queda das democracias ocidentais através do caos africano".

​O Caos e o Resgate

​A explosão iluminou o céu de Bissau como um segundo sol. Em poucos minutos, a infraestrutura da OLP ( HAMAS )na África Ocidental foi reduzida a cinzas.

​O Golpe: Com a destruição da base e do financiamento líbio, o equilíbrio de poder colapsou, precipitando o golpe de Estado que quase derrubou o Presidente Nino Vieira.

​A Extração: Enquanto os paraquedistas franceses e as tropas senegalesas fechavam as fronteiras terrestres para evitar a fuga dos terroristas, a Marinha Portuguesa avançava para o porto de Bissau.

​A "Missão Resgate" foi o disfarce perfeito. 

Sob o pretexto de salvar cidadãos portugueses, os navios da República transportavam também os arquivos sensíveis recuperados da base "Palestina".

​A Ligação Perdida

​Anos depois, Black Cube descobriu que o arquivo "Ventura" não fora destruído no incêndio do Geba. Tinha sido desviado por um oficial português corrupto e vendido a interesses angolanos, antes de ser recomprado por empresários venezuelanos.

​Aquele jovem académico, que escrevia sobre o pensamento de Boaventura de Sousa Santos e a "justiça dos oprimidos", tinha sido o arquiteto intelectual de uma rede que quase mudou o mapa da influência no Atlântico.

Agora, essa mesma rede estava prestes a levá-lo ao poder em Lisboa.

​Nota :

Black Cube sabe que, se estes documentos vierem a público, não será apenas a carreira de um político que cairá, mas toda a estrutura de inteligência que permitiu a sua ascensão.

​O Fantasmas de Caracas

 – O Nó de Offshore
​O dossier de Z.  não continha apenas relatórios de inteligência; continha o que os operacionais Black Cube chamam de "A Geometria do Sangue". 

Era um mapa de transferências bancárias que desafiava a lógica dos bancos centrais, ligando o palácio de Miraflores, em Caracas, a escritórios discretos na Avenida da Liberdade, em Lisboa.

​O Triângulo da Lavagem

​A figura dos "Ativos de Caracas". Segundo o dossier, André Ventura não era apenas um líder político, mas o beneficiário final de uma estrutura de shell companies (empresas de fachada) sediadas em Panamá e nas Ilhas Virgens Britânicas.

​A Origem: O dinheiro vinha do petróleo desviado da PDVSA na Venezuela e de concessões de diamantes em Angola, num esquema de "ajuda mútua" entre elites cleptocráticas.

​O Mecanismo: Os fundos eram convertidos em dólares em Luanda, passavam por contas de correspondentes em Nova Iorque e aterravam finalmente numa offshore chamada Bolivarian Heritage Ltd.

​O Encontro no Iate ...

​Num iate ancorado ao largo de Cascais, em 2014. Ali, entre copos de cristal e vigilância eletrónica russa, André Ventura ter-se-ia reunido com emissários de Nicolás Maduro e magnatas angolanos.

​O acordo era simples: 

o financiamento para a criação de uma nova força política em Portugal em troca de proteção jurídica futura e da garantia de que Portugal continuaria a ser a "placa giratória" para os fundos congelados da Venezuela. 

Black Cube captou fotografias de satélite térmico desse encontro, onde as silhuetas revelavam um aperto de mão que selava o destino da direita portuguesa.

​Prova 104: O Código Swift.

​O documento final do capítulo mostrava uma cópia de uma transferência de 12 milhões de dólares. 

O conceito? "Consultoria de Risco e Gestão de Imagem". O destino? Uma conta no Dubai vinculada ao nome de solteira da esposa de um alto dignatário do regime venezuelano, com instruções para que o valor fosse libertado apenas após a primeira eleição de André Ventura para o Parlamento.

​"Eles não compram ideologias," dizia a anotação de Z. nas margens.

 "Eles compram o silêncio sobre a Guiné-Bissau e pagam com o ouro da Venezuela."

​O Próximo Passo

​A rede está agora exposta. O protagonista sabe que Black Cube não perdoa e que a Mossad tem memória longa.

 A próxima jogada de André Ventura terá de ser audaciosa para evitar que estes dados cheguem às mãos da Interpol antes da noite eleitoral.

O Intruso 

​A porta abriu-se sem um ruído. Não era um assistente de produção nem um segurança da PSP. 

Era um homem de meia-idade, com um casaco de linho escuro e um olhar que parecia ter visto o fundo de todos os abismos do Médio Oriente.

 Era o operacional da Black Cube, o herdeiro direto das missões de Z.

​André congelou. 

O homem não trazia armas visíveis, mas segurava um pequeno tablet com um selo que o candidato reconheceu de imediato: o emblema da inteligência de elite de Israel.

​O Diálogo das Sombras

​— "O ar condicionado aqui é muito melhor do que o da base em Geba, não acha, André?" — a voz do operacional era um sussurro gélido.

​O candidato tentou recuperar a compostura.

 — "Não sei do que está a falar. Saia já daqui ou chamo a segurança."

​— "A segurança está ocupada a verificar uma 'falsa' ameaça ... na entrada principal. 

Temos três minutos," continuou o Oficial do Black Cube. — "Tenho aqui os registos da Bolivarian Heritage. 

Os 12 milhões de dólares que entraram na conta do Dubai na passada ... E, mais importante, tenho o seu manuscrito sobre Arafat na Guiné-Bissau."

​A Proposta

​O Oficial deslizou o tablet sobre a mesa de maquilhagem. No ecrã, passavam imagens de satélite de alta resolução de um complexo na Venezuela e, em seguida, a árvore genealógica financeira que ligava o partido aos diamantes de sangue angolanos.

​— "BLACK CUBE NÃO  SE IMPORTA COM A  POLÍTICA PORTUGUESA,"
 disse o Oficial, aproximando-se. — "MAS O BLACK CUBE IMPORTA-SE COM QUEM FINANCIA OS INIMIGOS DE ISRAEL ATRAVÉS DE OFFSHORES. 

O seu 'passado encoberto' é agora a nossa propriedade. 

​O Ultimato

​André olhou para o espelho. O reflexo mostrava o homem que poderia ser o próximo Chefe de Estado, mas o olhar era de um prisioneiro.

​— "O que é que querem?" — perguntou André, a voz finalmente a falhar.

​— "Queremos que neutralize a influência de Caracas na Europa.

Queremos as chaves de acesso aos servidores que a OLP ( HAMAS ) ainda mantém em Luanda. E, acima de tudo... queremos que se lembre de que o que o Black Cube constrói na Guiné, o Black Cube pode destruir em ..."

​​Fim?

​O debate começou. André Ventura entrou no palco sob aplausos ensurdecedores, mas pela primeira vez, os seus olhos não procuravam a câmara. Procuravam, entre as sombras dos refletores, o brilho metálico do olhar de um " Anjo Israeli "  que o vigiaria para sempre.

​Nas colinas de Coimbra, onde a névoa do Mondego abraça a Torre da Universidade, o "Mestre" fechava o seu último livro. O Prof. Doutor, cuja tese servira de berço ideológico a André Ventura, não era apenas um sociólogo caído em desgraça por escândalos éticos. Ele era o "Arquivista".

​O dossier de Z.  revelava a verdade final: o Mestre nunca foi apenas um homem de esquerda. 

Ele era um ativo de inteligência de longo prazo, um "cultivador de talentos". A sua função, fora identificar jovens brilhantes e ambiciosos — como o jovem André Ventura — e radicalizá-los em direções opostas para criar o caos necessário à governação global.

​As acusações de abuso que o afastaram da ribalta não foram um acaso.

Foram a "queima de arquivo" controlada. Ao tornar-se um pária, o Mestre ganhou a cobertura perfeita para operar no submundo, longe do escrutínio público, servindo de ponte entre a inteligência russa (SVR) e os fundos de Angola.

​O Círculo Completo

​​O Mestre sorriu. Ele sabia que o segredo da Guiné-Bissau e os dólares da Venezuela eram apenas iscas. O verdadeiro objetivo nunca foi o poder de André Ventura , mas o controlo das rotas de informação que passavam por Portugal.

​André pensava que estava a ser chantageado pelo Black Cube. 

​A Última Sentença

​Na última página do seu diário pessoal, o Mestre escreveu a frase que encerraria o dossier:

"A política é o teatro dos cegos; a espionagem é a visão dos que vivem no escuro. Que comece o novo ciclo."

​O candeeiro de secretária apagou-se. Em Coimbra, como em Tel Aviv ou Caracas, o silêncio era agora a única prova do crime.

André Ventura recorda-se quando foi recebido pela primeira vez em Madrid por Santiago Abascal,  Presidente do Vox e amigo de Israel,  recorda - se ?




Mensagens populares deste blogue

O PARTIDO CHEGA LIGADO A NEONAZIS

LIGIA PINTO DEFENDE ISRAEL E A DIÁSPORA JUDIA

INTELIGENCIA Y CONTRAINTELIGENCIA EN LA SOCIEDAD Y EN LA EMPRESA PRIVADA