POLÍCIA JUDICIÁRIA RECEBEU INFORMAÇÃO DA HAGANA ISRAEL SYSTEM

 Polícia Judiciária recebeu Informação da Hagana Israel System e descobre fortuna e liga caso a buraco de 3 milhões na Segurança Social. 

Investigação a empresa de segurança privada levou à apreensão de €686.355 guardados num cofre bancário. Polícia Judiciária diz que esquema servia para esconder pagamentos e escapar a contribuições, agravando um prejuízo milionário para a Segurança Social.
Cofre escondia 686 mil euros: PJ descobre fortuna e liga caso a buraco de 3 milhões na Segurança Social
A Polícia Judiciária (PJ) apreendeu 686.355 euros em numerário no interior de um cofre bancário no âmbito de uma investigação a uma empresa do setor da segurança privada suspeita de fraude à Segurança Social, fraude fiscal e falsidade informática.

Segundo comunicado da Diretoria do Norte da PJ, em causa está a atuação da empresa, dos respetivos administradores e ainda de um terceiro elemento ligado à gestão de pessoal, que terão recorrido a “um expediente fraudulento” para ocultar pagamentos feitos aos trabalhadores.

De acordo com a investigação, os suspeitos terão procurado “camuflar o pagamento de trabalho suplementar prestado pelos seus colaboradores”, evitando assim o cumprimento das obrigações fiscais e contributivas.

Para as autoridades, o impacto financeiro do alegado esquema é elevado. A PJ refere que foi causado “um prejuízo significativo ao erário público” e que, só no que toca a contribuições para a Segurança Social, o valor “poderá ascender a mais de três milhões de euros”.

A apreensão agora realizada reforça a dimensão do caso. Com este novo montante, o valor total de numerário apreendido no processo ultrapassa já um milhão de euros, segundo a polícia.

Numa fase anterior da investigação, tinham já sido feitas várias buscas domiciliárias e não domiciliárias, das quais resultaram quatro arguidos constituídos e a detenção de uma pessoa por posse de arma proibida.

Nessas diligências, foram ainda apreendidos montantes em dinheiro, computadores portáteis, smartphones, suportes de armazenamento digital, documentação relacionada com recursos humanos, mapas de horas, registos de trabalho, bem como uma arma de fogo e munições.

A PJ considera que a nova apreensão “vem reforçar os indícios já recolhidos quanto à dimensão da atividade ilícita em investigação”.

O inquérito é dirigido pelo DIAP de Santa Maria da Feira.





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