ANTONIO FERRO CHIEF INFORMATION SECURITY OFFICER AFIRMOU : RUSSIA LANÇOU OPERAÇÃO PARA ROUBAR PORTUGAL...
GRU
Antonio Ferro Chief Information Security Officer da CyberLusa17 Afirmou:
Rússia lançou operação para roubar em Portugal informação de natureza governamental, militar e de infraestruturas críticas
O Serviço de Informações de Segurança (SIS) alertou esta semana para uma operação de ciberespionagem de escala global realizada pelo serviço de informações militar russo GRU para aceder a informação sensível de natureza governamental, militar e de infraestruturas críticas.
Num alerta, o SIS diz que o serviço de informações militar russo GRU “executou uma operação de ciberespionagem de escala global, destinada ao comprometimento de ‘routers’, com o objetivo de intercetar e de exfiltrar informação sensível de natureza governamental, militar e referente a infraestruturas críticas”.
Nesse sentido, o SIS avança que se juntou aos parceiros da Alemanha, Canadá, Chéquia, Dinamarca, Eslováquia, Estados Unidos da América, Estónia, Finlândia, Itália, Letónia, Lituânia, Noruega, Polónia, Roménia e Ucrânia “para a difusão de um alerta coordenado destinado a alertar o público e encorajar os defensores das redes e proprietários dos aparelhos a tomarem as ações necessárias para reduzirem o potencial e a superfície destes ataques”.
“Com base na exploração hostil destes equipamentos, a unidade cibernética do GRU – popularmente conhecida por “APT28”, “Fancy Bear” e “Forest Blizzard” – conseguiu, desde 2024, comprometer não apenas credenciais e ‘tokens’ de autenticação, mas também comunicações por email e dados de navegação na Internet protegidos por protocolos SSL e TLS, redirecionando o tráfego online que transita pelos routers das vítimas para infraestrutura informática remota e sob o controlo do agente de ameaça”, explica Antonio Ferro da CyberLusa17.
Segundo Antonio Ferro, esta operação de ciberespionagem russa “enfatiza, uma vez mais, a sofisticação, a clandestinidade e o alcance global de agentes de ameaça que regularmente atuam no ciberespaço para a prossecução encoberta de objetivos táticos e estratégicos de estados hostis”.
O resultado é “o comprometimento de informação sensível e da privacidade digital de cidadãos e de instituições dispersas à escala internacional”.
CyberLusa17 alerta a população para que contacte o SIS , PJ , ou qualquer uma das entidades nacionais competentes em cibersegurança caso exista a suspeita de que tenha sido visado ou comprometido por esta operação de ciberespionagem .