INFILTRAÇÃO DO IRÃO NA EUROPA
Helena Ferro de Gouveia
Uma história da infiltração iraniana em 4 fotografias. O homem dentro do círculo vermelho aconselhou e aconselha o governo alemão.
Através de uma ONG com sede em Bona e sob a capa da “pesquisa académica “, Adnan Tabatabai, filho de Sadeq Tabatabaei - figura central na Revolução de 1979, servindo como vice-primeiro-ministro e porta-voz do governo interino, na fotografia a descer do avião com Khomeini - aconselhou políticos alemães, o International Crisis Group e naturalmente é presença querida nos media.
Investigações jornalísticas (como as do Iran International e Semafor) revelaram comunicações internas do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão que listavam Tabatabai como parte de uma rede de académicos usada para promover a narrativa de Teerão no exterior e influenciar o acordo nuclear (JCPOA).
Os serviços de informação alemães argumentam que nenhum analista consegue manter o nível de acesso que ele tem ao aparelho de poder em Teerão sem oferecer, em troca, uma cobertura mediática favorável ou útil aos interesses do Estado iraniano.
As suas análises tendem a enquadrar as ações agressivas do regime (como o programa de mísseis ou a repressão interna) como “preocupações legítimas de segurança”, tese repercutida acriticamente por cá.
Ao gerir um think tank que recebe financiamento (de governos europeus para além da Alemanha) para mediar diálogos com o Irão, Tabatai tem um incentivo direto para manter a estabilidade do regime atual, em vez de apoiar mudanças democráticas.
Nota picante : adivinhem onde estudou. Na SOAS (School of Oriental and African Studies), Universidade de Londres.