WANNSEE É UM ALERTA PERMANENTE

POR Daniela Ruah 

Hoje (20), completa-se 84 anos da Conferência de Wannsee, reunião realizada em 20 de janeiro de 1942, em Berlim, na qual altos funcionários do regime nazista coordenaram a implementação da chamada “Solução Final”, o plano para o assassinato sistemático dos judeus da Europa. 

O encontro reuniu representantes de diferentes ministérios e órgãos do Estado alemão para organizar, de forma administrativa e deliberada, a logística do genocídio que resultaria na morte de seis milhões de judeus.

Wannsee não foi fruto do caos nem de um surto de irracionalidade. 

Foi o resultado de decisões calculadas, registradas em atas, discutidas em linguagem técnica e executadas por uma máquina estatal que transformou o ódio em política pública. 

O genocídio não começou nos campos de extermínio, mas em salas de reunião, com canetas, formulários e ordens oficiais. A banalização da violência e a desumanização das vítimas permitiram que o assassinato em massa fosse tratado como um problema administrativo a ser resolvido.

Lembrar Wannsee é um alerta permanente. A história mostra até onde podem chegar o antissemitismo, o ódio institucionalizado e a indiferença da sociedade. 

Defender a memória do Holocausto não é olhar apenas para o passado, mas assumir a responsabilidade de enfrentar o antissemitismo e toda forma de desumanização no presente.


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