( PAG ) e o ( SOG ) OPERAÇÕES CLANDESTINAS DA CIA

Operações Clandestinas da CIA: Diferenças Entre o Special Operations Group (SOG) e o Political Action Group (PAG).

POR Daniel Henrique 
 
Antes de mergulharmos nos detalhes sobre as operações da CIA e seus grupos especializados, é importante diferenciar dois conceitos centrais no mundo das operações: operações secretas e operações clandestinas. Enquanto as operações secretas buscam ocultar os detalhes sobre como e por quem foram conduzidas, as operações clandestinas visam esconder completamente sua existência, negando qualquer envolvimento oficial. Essa distinção será crucial para entender o funcionamento das operações do Special Operations Group (SOG) e do Political Action Group (PAG), abordados neste texto.
 A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) é amplamente reconhecida por suas operações clandestinas em todo o mundo. Dentro dessa agência, o Special Activities Center (SAC) coordena as missões secretas mais delicadas, dividindo suas atividades entre duas unidades principais: o Special Operations Group (SOG) - Grupo de Operações Especiais - e o Political Action Group (PAG) - Grupo de Ações Políticas.
Ambos desempenham papéis distintos, com o SOG focado em operações paramilitares e o PAG concentrado na manipulação política e psicológica. Neste texto, vamos explorar essas diferenças, trazendo exemplos reais para ilustrar o trabalho de cada grupo. 
O Special Operations Group (SOG) é a unidade responsável pelas operações paramilitares clandestinas da CIA. Seus membros são treinados em táticas militares avançadas e são frequentemente enviados para missões de alto risco, que exigem ações discretas e altamente coordenadas.
 
Um dos cargos mais importantes da CIA é o oficial de Operações Paramilitares (PMO), este oficial é responsável por comandar e controlar as operações clandestinas Secretas da Agência, muitas dessas operações são consideradas como Black Ops (Operações Negras - no vocabulário das operações especiais são operações Clandestinas, altamente secretas, que não pode conter nenhum vestígio da organização que a realizou).
 Embora essa área represente uma pequena parte do o papel da Inteligência Americana, as missões executadas por esse setor causam consequências Globais, e se encaixam com a "nova era da Guerra": 'As regras dos confrontos mudaram as táticas são invisíveis, porém, as consequenciais são globais'. Frase adaptada de uma obra de Benjamin Cavell, se trata da série da Paramount+ e da Globoplay, Seal Team.
Os oficiais de operações Paramilitares possuem inúmeras experiências de combate e nas operações especiais, em sua grande maioria são ex-operadores de elite, das unidades de nível 2 e nível 1, unidades consideradas a ponta da Lança dos Estados Unidos na Guerra Irregular, não convencional. Com habilidades para a coleta de inteligência Humana e recrutamento de colabores e recursos, normalmente operam em lugares remotos, infiltrados em terrenos hostis, especializados em ações diretas e indiretas que incluem ataques, sabotagens, guerrilha e contra guerrilhas, ações de contrainteligência, contra terrorismo e missões de busca e resgate de reféns, além de operações de espionagem através de recursos humanos, basicamente atuar em ambientes extremamente contestados, perigosos, que a presença oficial e pública dos Estados Unidos acarretaria consequência nas relações exteriores e diversas crises políticas para os Norte-americanos. 
Este setor também é conhecido como o Serviço Clandestino Nacional. Este é um dos menores quadros da Agência, o diretor de operações é o responsável por coordenar e avaliar as missões clandestinas da CIA, lidando com a inteligência adquirida por fontes humanas.
O oficial de operações Paramilitares lidera e gerência os programas de ações secretas sob a autorização do Presidente dos Estados Unidos, que inclui coletar informações estrangeiras vitais para os formuladores de políticas de segurança Nacional.
Outro setor que esses operadores altamente especializados podem servir é no centro de atividades especiais da CIA, sendo este o principal braço de ação para operações ultra secretas/clandestinas, outra área que os PMOS podem servir é na Equipe Global de Respostas (GRS), também composta por ex-operadores das forças de operações especiais dos Estados Unidos, até mesmo por militares que serviam em equipes da SWAT. 
A missão da Equipe Global de Respostas (GRS) é proteger espiões, informantes americanos, bases de drones que coletam informações no terreno e transportam dados de inteligência pelo terreno e proteger recursos de inteligência em zonas de combate. Atualmente este grupo é fundamental para a espionagem moderna e convencional, pois fornecem proteção aos infiltrados e aos agentes de casos que se encontram operando em campo em um local hostil com alto grau de risco para segurança.
Os operadores desta unidade passam pelo programa de treinamento de Serviço Clandestino, ou CST. O treinamento de Serviço Clandestino da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos possui a duração de 18 meses, este programa é realizado na FARM (Na Farmácia) em Camp Peary, Virginia.
A divisão de atividades especiais da CIA em 2016 foi renomeada para Centro de atividades especiais ou SAC (anteriormente chamada de SAD), por mais que seja um mistério, tamanho grau de sigilo desse segmento da CIA, suponha-se que ela tenha sido fundada em 1957, os operadores desta unidade realizam apenas operações altamente encobertas e secretas, este divisão é constituída por dois grupos o SOG (O braço paramilitar da unidade) e o PAG (O grupo de ações políticas), ambos os grupos realizam ações geopolíticas secretas, operam sem uniforme de identificação dos EUA ou qualquer elemento que possa reconhecê-los, suas operações e atividades dependem do sigilo e da cobertura para o sucesso, mas além do sucesso, a diferença entre a vida e a morte de operadores deste nível resume na sua capacidade de se manter encoberta e no sigilo.

A organização, o SAC (antigo SAD), mencionado anteriormente possui o SOG para operações militares e ela é utilizada quando o Governo Americano deseja não deixar nenhum vestígio de suas operações e quando deseja negar o envolvimento americano na operação, se capturados, os militares do SOG, estarão sozinhos e o governo americano irá negar sua presença. A maioria das estrelas que vemos no Memorial Wall da CIA em Nova York pertence a esses agentes, esse memorial é destinado a pessoas que perderam suas vidas enquanto estavam ativos em um trabalho da CIA.
O PAG é responsável por operações Clandestinas envolvendo influência política, operações psicológicas e conflitos econômicos.
Durante a Guerra do Vietnã, o PAG esteve envolvido em operações de desinformação destinadas a desmoralizar as forças vietcongues e o governo do Vietnã do Norte. Isso incluiu a criação e disseminação de rumores falsos e a manipulação da mídia para influenciar a opinião pública sobre o conflito.
 Além do Special Operations Group (SOG) da CIA, um exemplo notável de operações clandestinas foi o Military Assistance Command, Studies and Observations Group (MAC-SOG), que atuou durante a Guerra do Vietnã. O MAC-SOG conduziu uma série de missões de reconhecimento e operações de sabotagem em território inimigo, muitas vezes trabalhando em estreita colaboração com a CIA. Essas missões não apenas expandiram as capacidades de coleta de inteligência dos EUA, mas também moldaram as táticas de operações especiais que continuariam a ser empregadas .
 
Outro exemplo clássico da atuação do PAG foi à interferência da CIA nas eleições italianas de 1948. Com o objetivo de impedir a vitória do Partido Comunista Italiano, que possuía fortes laços com a União Soviética, o PAG desempenhou um papel crucial ao financiar campanhas pró ocidentais, apoiar a logística de partidos aliados e conduzir uma série de operações de desinformação. Essas ações ajudaram a garantir a vitória dos partidos alinhados ao Ocidente.
Special Operations Group e Political Action Group são constituídos pelos seguintes grupos:
Ground Branch - Responsáveis por todas as operações secretas realizadas no terreno, considerados especializados em vigilância, resgate de armas, de reféns e em combate em ambientes confinados (CQBs).
Maritime Branch - Responsável por missões especializadas dentro e fora da água, acredita-se que essa unidade recrute membros SEAL e mergulhadores de combate, principais missões embarca secretamente em navios, mergulho de demolição subaquática e outras habilidades em embarcações.
 Air Branch - Responsável pelas atividades de aviações, os melhores pilotos das forças.
Armor and Special Programs Branch - Diferente das outras, os operadores desta unidade são responsáveis por testar o desenvolvimento, coletar e transportar de maneira secreta os armamentos do arsenal pessoal dos operadores que estarão na ativa. Para uma operação Clandestina, altamente secreta, o equipamento, armamento, veículos devem ser obtidos de fontes clandestinas e anônimas no exterior, é nesse momento que esse grupo é inserido nas operações, pois os equipamentos não podem ter nenhuma conexão com o governo, departamentos e empresas Norte Americanas, para o caso de um agente/operador ser capturado, não ser encontrado com materiais e equipamentos americanos.
O grupo de ações políticas dentro do SAC conduz as operações psicológicas negada, conhecidas também como propaganda negra que incluem influência secreta para acarretar mudanças políticas em outros países como parte da política externa dos Estados Unidos, intervenção encoberta em eleições estrangeiras é a forma mais significativa da SAD nas ações políticas, o que envolve apoio financeiro a candidatos favorecidos, financiamento de grupos opositores e movimentos sociais, orientações midiáticas, apoio técnicos para relações públicas, apoio jurídico, campanhas publicitárias e outros meios de ações diretas para subverter a sociedade através do uso secreto de propaganda que inclui folhetos, jornais, revistas, livros, rádio, televisão e mídias sociais e digitais.
A existência do SAC tornou-se mais conhecida durante o início da Operação Liberdade duradoura em 2001, quando o SOG começou a caçar os lideres da Al-Qaeda, o SAC foi um dos primeiros a colocar agentes no terreno Afegão abrindo caminho e estabelecendo contatos para posteriormente as unidades das forças especiais. Frequentemente são os primeiro a serem implantados no terreno com o objetivo de coletar informações cruciais e preparar a implantação segura para as outras unidades e equipes Americanas.
O SAC e as suas unidades do SOG também foram infiltrados antes da invasão americana ao Iraque em 2003 para treinar, equipar, organizar e liderar as forças curdas para derrotar o exército Iraquiano no Norte do Iraque.
Uma das missões proeminente dos SAC são o recrutamento, treinamento e liderança de forças indígenas em operações de combate, o SAD e o SOG e seus sucessores foram usados quando era considerado desejável ter uma negação plausível sobre o apoio dos EUA, ao contrário de outras unidades de missões especiais, os agentes do SAC combinam operações especiais e capacidades de inteligências clandestinas em um indivíduo, esses indivíduos podem operar em qualquer ambiente aéreo ou terrestre, com apoio limitado ou nenhum apoio, estimasse que essa unidade tenha menos de 150 pessoas em seu quadro, o que se justifica, pois, pode ser uma das unidades mais secretas e exigentes com as operações mais clandestinas e secretas, talvez do Mundo.



 

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