COMANDOS PORTUGUESES EM COMBATE
MISSÃO DOS COMANDOS PORTUGUESES NA RCA – REPÚBLICA CENTRO AFRICANA
POR Miguel PereiraA República Centro Africana, RCA, é o centro de operações dos Comandos portugueses. Portugal já está no terreno com elementos na missão da União Europeia, mas agora é uma força de combate que opera na defeza integrada e, se necessário for, em proveito de uma nova missão. A União Europeia por meio dos Comandos Portugueses está na capital da República Centro Africana, Bangui, uma nova missão, a EUTM-RCA (European Union Training Mission) que substitui a EUMAM (European Union Military and Advisory Mission – RCA). A Força Nacional Destacada portuguesa que vai integrar a MINUSCA (United Nations Multidimensional Integrated Stabilization Mission in the Central African Republic) poderá também actuar nesta nova força.
Comandos Portugueses 2025A Republica Centro Africana, é o teatro de operações dos comandos portugueses.Portugal integrava a anterior missão neste país africano com 8 oficiais e sargentos dos três Ramos das Forças Armadas (*) que se deverão manter, e comprometeu-se a disponibilizar para a actual, em caso de necessidade, a Força de Reacção Rápida (Quick Reaction Force – QRF) que disponibilizou para a MINUSCA.
A Quick Reaction Force portuguesa
Portugal comprometeu-se com a ONU em providenciar, pelo período inicial de um ano, uma companhia de infantaria, elementos de ligação e de apoio, para a missão de força de reacção rápida, estacionados em Bangui. Este contributo português permitirá à França retirar alguns efectivos do país e ao mesmo tempo apoiar a missão da União Europeia.
Esta 1ª Força Nacional Destacada para a MINUSCA na Republica Centro Africana é composta por uma Companhia de Comandos do Regimento de Comandos da Brigada de Reacção Rápida do Exército e poderá vir a receber um Destacamento de Controlo Aéreo Táctico da Força Aérea. Terminou a sua preparação no decurso do exercício “Bangui 161”, em Junho último na região de Beja. A missão é a de força de reacção rápida – Quick Reaction Force (QRF) – ficando na dependência do comandante da MINUSCA. A QRF vai actuar em toda a área de operações da MINUSCA num leque alargado de missões que vão das operações de combate às missões de segurança, entre várias outras.A companhia portuguesa tem como viaturas operacionais os HMMWV (com blindagem ligeira) e os Commando Assault Vehicle, as quais podem ser transportadas por via aérea no teatro de operações em caso de necessidade.
Comandos Portugueses 2025Na RCA os Comandos usm o seu armamento orgânico, nomeadamente a espingarda automática HK G-3 7,62mm e a metralhadora ligeira HK MG 4, calibre 5.56mm.
Comando Português 2025Os Comandos vão usar em operações pela primeira vez o Land Rover 130 TD4, designado por “Commando Assault Vehicle”.
Comandos Portugueses 2025
Trata-se de uma viatura de uso civil adaptada à finalidade em causa, com vários componentes, como uma blindagem na sua parte inferior o que permite protecção acrescida aos ocupantes em caso de rebentamento de explosivos improvisados. A guarnição da viatura é de 5+1 e está equipada com 1 metralhadora pesada Browning 12,7mm (ou em alternativa uma HK MG 3 7,62mm) e 3 ou 4 HK MG 4 5,56mm. A viatura tem uma “rolbar” para proteger o pessoal em caso de capotamento e onde está o berço da arma principal e também para dois pneus suplentes, cunhetes de munições e um Carl Gustav. Do completo faz ainda parte um morteirete 60mm, o que confere a esta viatura e sua guarnição um bom poder de fogo. Como sempre neste tipo de viaturas, a falta de protecção é compensada pela sua agilidade e velocidade (145Km/h).Mesmo sem entrar em detalhes a QRF com um efectivo de 140 militares deve estar organizada do seguinte modo: Comando, Secção de Comando e Estado-Maior, Secções de Apoio (transmissões, sanitária, manutenção, e outras); 3 Grupos de Combate (escalão pelotão).O material que vai ser empregue pela força portuguesa espera-se que corresponda às necessidades daquele tipo de operação e à segurança do pessoal, mesmo que seja sabido tratar-se em grande medida de “prata da casa”. Isto é, material/armamento que existia em depósito ou nas unidades, parte importante já usado em sucessivas missões.
A força portuguesa cumpre mais uma missão expedicionária, num teatro de operações instável, com riscos não negligenciáveis e inseridos numa força onde grande parte das unidades são de países africanos e asiáticos, actuando longe dos padrões NATO.
